Melhor modelo de gestão financeira para clínica odontológica
Em odontologia, a decisão financeira depende de três variáveis que a planilha e o software de agenda raramente cruzam: custo de laboratório por caso, comissão do dentista e tempo de cadeira. O modelo adequado é o que apura margem por procedimento considerando as três.
Comparativo lado a lado
| Critério | Planilha ou software de gestão | Acompanhamento por CFO |
|---|---|---|
| Custo de laboratório por caso | Lançado como despesa geral do mês | Alocado ao procedimento que o gerou |
| Comissão do dentista | Calculada sobre produção bruta | Considerada no cálculo de margem do procedimento |
| Tempo de cadeira | Aparece na agenda, não no resultado | Vira rateio de estrutura por hora ocupada |
| Parcelamento longo | Registrado como receita no fechamento | Projetado no caixa com custo financeiro embutido |
| Resposta que entrega | Quanto entrou e quanto saiu | Qual procedimento sustenta a clínica e qual só ocupa agenda |
A planilha ainda resolve quando
- A clínica tem um profissional e poucos tipos de procedimento
- Não há laboratório nem comissão variável relevantes
Vale trocar de modelo quando
- Há vários dentistas com comissões diferentes
- O portfólio mistura procedimentos de ticket e custo muito distintos
- A agenda está cheia e o caixa continua apertado
Perguntas frequentes
Meu software de gestão já mostra faturamento por dentista. Falta o quê?
Falta custo. Faturamento por dentista mostra produção; margem exige descontar material, laboratório, comissão e o rateio da estrutura pelo tempo de cadeira.
Como saber se um procedimento dá prejuízo?
Comparando o valor líquido recebido com o custo direto do caso mais o custo da hora de cadeira ocupada. Quando o resultado é negativo, o procedimento é financiado pelos demais.
Veja também: CFO para clínicas.